A Arte virou lugar. Um lugar que virou dentro. Onde eu me sinto mais segura, minha ansiedade diminui, as vaidades e autocobrança ficam em segundo plano. Quanto mais "arteio", mais leve, criativa e inspirada eu fico.
Já tive um tanto de ideias diferentes "aqui", para coisas ainda mais diferentes. As ideias chegam e a matéria prima segue a imaginação.
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É um aprendizado. Uma terapia. Uma Surpresa. Nunca "botei fé" nas minhas mãos. Talvez por ser canhota. Talvez por me julgar sem paciência.
Mas na arte fico mais solta. Mais em contato com a minha criança interior.
Uma criança que foi arteira e foi se transformando em uma adulta arteira, mergulhada intensamente nessa vivência: sensorial, dinâmica, humana, singular, verdadeira, imperfeita, em constante movimento e aprendendo a enxergar a beleza no processo.
"Talvez seja assim para sempre. Não sei se algum dia vou me sentir como um projeto final. Nem sei se quero".
Contemporânea, multidisciplinar, artesanal. Toda peça que crio comunica camadas de significado. Para celebrar nossas histórias, os simbolismos — às vezes sutis, às vezes explícitos — tem a intenção de tocar o que existe de mais profundo em todos nós, transformando experiência pessoal em linguagem universal.
Observadora e curiosa, minhas inspirações estão nos lugares que habito e conheço, minhas experiências, nossas raízes e diversas formas de nos relacionar, na leitura, natureza. Tudo aquilo que está ao alcance de um olhar atento e de uma imaginação livre.
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O mais importante para mim é que aquilo que crio, com todos os mínimos detalhes, reflita a vida e faça parte da biografia silenciosa do lar de cada pessoa e família. Como Designer de Interiores e Comunicadora, desde que comecei a usar a minha criativade para criar peças que muitas vezes não encontrava para contar minha própria história, é o impulso de me descobrir como artista e pessoa que me leva a buscar e experimentar diferentes técnicas e materiais.
Sonhos, ideias, estudos, repertório e muita mão na massa criam as obras que falam por mim e que também são capazes de tocar e me conectar às pessoas de uma forma especial.
A arte mais poderosa é aquela que deixa espaço para o outro habitar.
Seja bem vindo!
Com carinho, Fabíola.